Comida “di” mulher.

O Pontapé, na Ilha do Governador. No que depender de mim, "É CAM-PE-ÃO!"

Sou fã assumida do Comida di Buteco. O festival, que acontece há 11 anos em BH, ainda é um iniciante em terras cariocas mas já dá o que falar. A terceira edição do Rio está deliciosa e ainda dá tempo de visitar os concorrentes – vai até o dia 27 em julho e movimenta 28 botecos-símbolo da cidade.

No sábado passado o festival organizou uma caravana só para mulheres. Batizada de Caravana do Batom, juntou chope gelado, comidinhas gostosas e ótimas companhias. A fórmula foi imbatível – diversão garantida a tarde inteira. Para se ter uma ideia do clima nossa caravana contou com nada menos que quatro integrantes do grupo Mulheres de Chico. Foi cantoria e batucada até dizer chega.

No Pavão, um brinde às Mulheres de Chico - e a todas as outras também!

Como é impossível visitar todos os concorrentes num dia só – haja fígado! – o roteiro incluiu três legítimos representantes da boemia butequeira. O trajeto começou no Pavão Azul, em Copacabana, que em 2007 e 2009 foi eleito o melhor na categoria Pé-Sujo pelo Prêmio Rio Show de Gastronomia. O bar concorre com um risoto de camarão que, apesar de levar risoto no nome é feito com arroz branco. Uma pena, porque o queijo que vai sobre o prato poderia ter feito uma dupla afinada com um arroz arbóreo. Mas nem mesmo a ótima pimentinha da casa salvou o prato.

O risoto de camarão do Pavão Azul.

Mas tudo bem, outros bares estavam por vir. Entre um chope e outro o grupo ia aumentando e a animação crescendo. Depois do esquenta no Pavão rumamos para o segundo bar do roteiro – até então desconhecido. O destino seria o Pontapé, um bar sensacional da Ilha do Governador. No comando da casa está a divertidíssima D. Rose, que criou para a competição o Baião Carioca: uma panqueca gorducha recheada com carne seca, lingüiça calabresa, cebola, feijão de corda e queijo coalho. A massa, que de tão saborosa fiz questão de provar até pura (obrigada, Dona Rose!), leva arroz, aipim, alho, azeite, maionese, ovo e leite.

Vendida a meros R$ 9,50, é uma entrada sustante e saborosíssima, perfeita para acompanhar a cerveja de garrafa servida em balde. Apesar de maravilhosa, a comida não é tudo. Se o petisco da D. Rose mereceu nota 9, o serviço ganhou 10! Garçons sorridentes e nitidamente alegres por trabalharem em um ambiente tão agradável circulam pelo enorme espaço que inclui ainda um quintal a céu aberto. O Pontapé, que tem capacidade para 300 pessoas, chega a ter fila na porta nos fins de semana. Hoje, dia da estréia do Brasil na Copa, não posso nem imaginar o movimento por aquelas bandas.

O "Baião Carioca" do Pontapé: sensação da caravana!

A essa altura, embaladas por boa comida, cerveja gelada e pelas ótimas histórias de D. Rose, o Pontapé ganhou reforço musical das Mulheres de Chico. Joe Viegas, que nas apresentações do grupo toca surdo, foi de pandeiro. Quem não sabia tocar, cantou, sambou e foi feliz.

A música do vivo do Pontapé ganhou um reforço da mulherada.

Apesar de vontade de ficar por lá até o dia seguinte, ainda tínhamos uma missão importantíssima pela frente: visitar um terceiro e último bar. A Petisqueira Martinho, também na Ilha, não deu sorte. Também, qualquer bar que entrasse no roteiro depois do Pontapé não teria a menor chance de ganhar a nossa simpatia.

O Petisquim (R$ 16,50) impressionava pela aparência. A casquinha de siri recheada com frutos do mar era escoltada por um siri inteirinho, camarão e dois mexilhões. Ao lado, um limão para temperar. Apesar dos nobres ingredientes e do bom sabor da casquinha – com direito a anéis de lula -, no geral o prato deixou a desejar. O camarão, esturricado, foi dispensando no meio. O siri, com patinhas magras, deu mais trabalho do que prazer em comer. Parecia que estavam ali apenas para decoração.

A Petisqueira Martinho concorre com uma casquinha de siri turbinada. Mas o fotogênico siri não empolgou.

Eram quase 7 da noite e hora de partir. Afinal, o sábado ainda nem havia começado e a mulherada tinha uma longa noite pela frente. Os celulares não paravam de tocar e a noitada começava a ser planejada. No trajeto de volta mais batuque, samba (admirável o esforço de todas em sambar numa van em movimento, preciso dizer) e alegria. Tenho certeza de que todas se divertiram, só não posso falar pelo fotógrafo, bendito fruto entre tantas mulheres. Essa alma vai para o céu.

E como o festival vai até dia 27, não deixe de visitar esses e outros botecos do evento. Mangue Seco, Cachambeer, Aconchego Carioca, Petit Paulette e Adega Pérola são alguns dos que espero ter tempo e fôlego de visitar. O Comida di Buteco é diversão pura, mas precisa ser profissional para agüentar. Depois ainda dizem que mulher não sabe beber… Quanta ingenuidade!

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Bolo com café.

Bolo de goiabada cascão: rápido e fácil de fazer.

Não sou muito chegada a doces, mas basta esfriar para a vontade bater. Hoje a Rosângela, cozinheira de mão cheia que nos atura e alimenta há 25 anos, resolveu fazer o bolo de goiabada. A receita, quase um segredo de família, era da avó do namorado da minha irmã e agora entrou também para o livro de receitas da família Cavallieri. Facinho de fazer e de-li-ci-o-so! Vamos a ele.

Do que você vai precisar:

– 4 ovos;

– 2 xícaras de açúcar;

– 2 xícaras de fubá;

– 1 xícara de farinha;

– 1 xícara de leite;

– ¾ de xícara de óleo;

– 1 colher de sobremesa de fermento em pó;

– 1 pacote de 400 gramas de goiabada cascão;

– canela em pó.

Como fazer:

Pré-aqueça o forno. Bata tudo, com exceção da goiabada e da canela, no liquidificador. Unte um tabuleiro retangular grande e despeje a mistura. Espalhe os pedaços de goiabada pela massa. Finalize salpicando uma mistura de açúcar e canela na proporção 2 para 1 (eu prefiro com mais canela, vai do gosto de cada um).

Rosângela finalizando o bolo com açúcar e canela.

Quico hipnotizado pelo bolo de goiabada.

Depois é só levar ao forno e esperar 30 minutos. Simples assim. Não disse que era facinho, facinho? Corte em fatias generosas e coloque numa mesa alta, longe do alcance de cães.

Agora, um conselho importantíssimo: antes de comer, por maior que seja a fome, tenha paciência e espere esfriar um pouco. Não queira saber que horror é sentir a goiabada recém derretida queimando o céu da boca. Para acompanhar, uma caneca de café – bem cheia -, de preferência feito com o blend Cafuné. Não conhece? Então clica aqui! !

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Arigatô, Azumi!

Os sashimis fresquíssimos do Azumi. Em sentido horário: salmão, meca, atum, buri e pargo.

Há quinze anos, quando a comida japonesa começava a se popularizar no Rio de Janeiro, era comum ver pessoas torcendo a cara para sashimis e enrolados. De lá pra cá muita coisa mudou. As temakerias invadiram a cidade, os yakisobas deixaram de ser a única opção para as crianças (que hoje manipulam hashis com intimidade impressionante), e uma variedade cada vez maior de peixes está disponível nos restaurantes.

Mas se há uma coisa que não mudou ao longo de todos esses anos é o restaurante Azumi. Felizmente! Há mais de duas décadas no bairro de Copacabana, o Azumi é discreto e se orgulha de manter a tradição. Escutar as garçonetes conversando em japonês é uma delícia que só se vivencia lá. Folhear o cardápio é outra experiência sensacional. Escrito em japonês, conta ainda com uma página dedicada a sugestões do dia como água viva, bolinhos de caranguejo e peixes menos freqüentes.

A dupla de mini polvo é cara (R$ 21), mas vale cada centavo.

No último fim de semana fui bater ponto por aquelas bandas. Para começar, duplas de mini polvo e de ouriço. O mini polvo, uma de minhas delícias preferidas, é imbatível. Já cheguei ao cúmulo de pedir 3 duplas pelo delivery, e nada mais.  Não era fome, mas uma vontade incontrolável de comer o molusco. Só lamento que aqui no Brasil o bichinho só chegue em conserva. Não saberia dizer qual o gosto dele fresco, mas para mim já está de bom tamanho. Deixo essa descoberta para uma futura viagem. O ouriço, suculento, explodia na boca.

A noite estava fria e pedia um prato quente para seguir em frente. Fomos então de Missô Nikomi Don Azumi, um ensopado de frango e camarão com cogumelo, alho poró, gema de ovo e bastante missô. Perfeito para esquentar a alma e abrir os trabalhos.

O ensopado é perfeito para as noites frias. Repare na quantidade de missô à direita.

E como não se pode ir ao Azumi sem provar seus peixes, sempre fresquíssimos, encerramos com um combinado de sashimis. Sobre o prato, meca, buri (também chamado de olho de boi), pargo, salmão e atum. Para acompanhar, uma tijelinha de gohan, o arroz japonês.

Dispensamos a sobremesa, já que o Azumi só oferece sorvetes industrializados. A única vez em que pedi sorvete lá foi para comemorar um aniversário e precisava de um apoio para a vela. Da próxima, acho que nem assim vou no sorvete. Finco a vela no gohan mesmo.

Agradabilíssima, a noite ainda rendeu um encontro com o querido Dudu, do recém inaugurado Astor, e um animado papo no balcão com o sushiman. Simpático como toda a equipe da casa, nos deu explicações sobre os peixes e, para cada filé exposto apontava o desenho do peixe correspondente no quadro. Não vejo a hora de voltar. Domo arigatô, Azumi!

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O Leitãozinho do Antiquarius (Grill, vale frisar).


O leitãozinho de oito dias do Antiquarius Grill: vale ir até a Barra.

Vou contar uma coisa que jamais achei que fosse dizer nesta vida. Fui ao Antiquarius da Barra e achei melhor que o do Leblon. E não falo apenas sobre a comida. Tudo foi melhor nesta experiência: ambiente, serviço e comida.

O salão da nova filial, com um pé direito altíssimo, respira leveza. A distância entre as mesas é perfeita e não se escuta sequer um pio da mesa ao lado. Lembro da última vez em que fui à casa do Leblon e acompanhei toda a conversa da família sentada ao lado. É inevitável. A filial da Barra, que ganhou além de um nome novo – Antiquarius Grill – diversos pratos inéditos, me fez esquecer que estava na Barra da Tijuca e, melhor que isso, no Barrashopping.

Mérito não só da casa, mas também do shopping, que conseguiu transformar uma área batizada de Boulevard Gourmet em um espaço agradável e sem cara de praça de alimentação. Ali está a nata da nata. Além do português estão filiais do Garcia e Rodrigues, Zuka, Le Vin e Salitre.

Se eu tinha preconceito com o bairro, esta foi mais uma situação que me fez perceber que vale a pena atravessar o túnel para comer bem. É claro que dificilmente iria até a Barra apenas com essa finalidade, principalmente tendo um Antiquarius a poucas quadras de casa. Mas o atendimento me encantou. Manoelzinho, o maitre-sócio-sommelier mil e uma utilidades do restaurante, anda batendo ponto por aquelas bandas. Ponto para eles, que só ganham com o carisma do cara. O resto da equipe não deixa a desejar. Garçons simpaticíssimos e alegres circulam invisíveis pelo salão.

Mas o que me surpreendeu mesmo foi a comida. Tudo começou com o caldinho de feijão e os biscoitinhos de queijo de sempre, o que dá um conforto imediato. Já me sentia em casa. Conversando com Manoelzinho, pedi uma sugestão. Mas foi só bater os olhos no cardápio para eleger de imediato: vou de leitãozinho! Com o aval do maitre, em poucos minutos chega o garçom com o bichinho inteiro sobre uma bandeja. Um mês? – imaginei. Nada disso, oito dias! Mais macio impossível.

Não curte ver o porquinho inteiro? Sem problemas, é assim que o prato chega para o cliente.

A carne, que desmanchava apenas com o movimento do garfo, é servida acompanhada por feijão tropeiro e couve – a combinação perfeita. A pele do porco, pururuca, estalava na ponta do talher. E quando achava que não poderia haver nada melhor que aquilo, me aparece ele de novo, Manoelzinho, com dois pequenos pratos nas mãos. Em um deles, orelhinhas crocantes e bochechas suculentas. No outro, miolos.

Orelhinhas crocantes e bochechas suculentas: um extra só para quem pede.

Em meio a tanta gordura suína de primeira, não foi possível dar cabo de todos os “extras”. Principalmente no caso dos miolos, que exigem gosto pela coisa. O sabor não é fácil e cai melhor quando misturado a outros ingredientes, como num patê.

Manoelzinho me explicou que como muita gente não gosta, esses “extras” vão para a mesa só quando o cliente pede. Não tem meio termo. Ou se ama ou se odeia. Eu fico com a primeira opção.

O Grand Finale: a bandeja de sobremesas.

Não pense que acabou. Afinal, não existe a possibilidade de se ir a um restaurante português sem provar as sobremesas típicas da terrinha. Siricaia, pastel de nata, farófias, toucinho do céu… Comi um pouco de cada ainda com o porquinho na memória. Depois de toda essa orgia gastronômica é bem capaz de eu voltar para a Barra antes do que imagino.

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Estômago embrulhado.

Camarões do Barba Negra, em Florianópolis: fico enjoada só de lembrar.

Não existem muitos motivos que me façam perder o apetite. Mas quando acontece, sai de baixo. No reveillon passei quatro dias a base de água e coca-cola depois de comer um fatídico camarão que me provocou uma terrível infecção intestinal. O negócio foi sério, só Plasil injetável para segurar o enjôo. O regime forçado, por outro lado, colaborou com a promessa de começar o ano comendo menos.

Em uma viagem à Ibitipoca peguei horror ao pão de canela, típico da região. Isso porque compramos o pão no começo da subidinha para a cidade. O cheiro forte da canela no carro, mil e uma curvas em estrada de terra, e lá veio o mal estar. Passei meses sem colocar para dentro qualquer coisa que levasse canela.

Uma coisa que não desce de jeito nenhum é tequila. Tudo por causa de um porre adolescente com a mexicana. Só de sentir o cheiro já me embrulha o estômago e a cabeça lateja. Revival dos horrores.

Esta semana o culpado foi o vinho. Engraçado, porque estou acostumada e bebo com freqüência. Parece que em meio a muito trabalho, um bocado de preocupações e um tanto de taças, a bebida não caiu bem.

Nesses tempos de entressafra tento segurar a onda. Vou de comidas leves, nada de manteiga, legumes até dizer chega e muita, mas muita coca light. E nesses raros momentos me pego fugindo de livros de gastronomia, rejeitando convites para almoços e não dando a menor bola para o bolo de chocolate sobre a mesa da cozinha. É, tudo na vida tem seu lado bom. Mas que é chato, ah, se é.

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Você tem fome de quê?

Flocos de ouro comestível. Não é para qualquer bol$o!

Numa dessas boas coincidências da vida, esbarrei hoje na rua com um amigo que não via há bastante tempo. Papo vai, papo (sobre comida, claro) vem, até que o Ronaldo me diz como quem não quer nada: “Trouxe da África do Sul algumas folhas de ouro”. Ouro comestível? Fiquei curiosa! E lá fui eu de câmera em punho registrar o ouro made in Africa.

Ronaldo viaja à beça e já me apresentou bebidas com larvas, cobras e outras coisas exóticas da Ásia. Desta vez não podia ser diferente. Trouxe flocos de ouro, que ficam armazenados neste lindo e mínimo potinho, e folhas que verei numa próxima visita (vou cobrar, Ronaldo!).

Como são muito delicados, os flocos precisam ser manipulados com cuidado – de preferência com uma pinça. O sabor, de imediato, remete a metal. Mas só. Tudo bem que é difícil sentir outros sabores em uma quantidade tão pequena de ingrediente, seja ele qual for. Mas não acredito que, se comesse flocos e mais flocos, sentiria sabores muito diferentes. A textura lembra papel alumínio, principalmente quando se morde o floco.

O detalhe da textura do floco de ouro.

Já li sobre inúmeros restaurantes que usam ouro em seus pratos. Pó de ouro pincelado sobre chocolates, folhas de ouro decorando um naco de foie gras, flocos de ouro com caviar e até em bebidas com saquê e vinho. No Japão o ouro é usado há bastante tempo em saquês em ocasiões especiais, como aniversários ou promoções de trabalho.

Depois de todo esse blá blá blá, uma informação me fez cair para trás: o ouro não afeta o sabor dos alimentos. Quer dizer que – jesus!!! – ele é puramente decorativo? Obviamente quem está disposto a pagar algumas centenas de dólares por um prato salpicado de ouro não está só interessado na aparência da comida. Símbolo de riqueza e status, brilha – literalmente – em cardápios de restaurantes estrelados. Paga-se, e muito, pelo valor agregado.

Pesquisando, descobri uma empresa alemã chamada Gold Gourmet especializada na comercialização do metal para uso culinário. Pelo site é possível comprar ouro em pó, folhas – de meros 0,111125 mm) e flocos de ouro, além de acessórios que ajudam a manipular o metal. A quem interessar possa, a embalagem de 1 grama de flocos de ouro sai a aproximadamente 100 dólares. Achou caro? O kit com 24 folhas de ouro de 5×5 cm sai por 37 dólares.

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Mar de taças.

Mar de taças durante a degustação dos vinhos do Douro e do Porto.

O convite não era para qualquer um: degustar 34 vinhos do Douro e do Porto em uma única noite – uma verdadeira operação de guerra. Eu, que não estou acostumada a esta quantidade de vinhos, fiquei instigada para saber como correria a noite. O evento, oferecido pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, aconteceu na última quinta-feira no excelente restaurante Terzetto, em Ipanema.

Quando cheguei lá estava Joãozinho, sommelier do restaurante, organizando as taças sobre a mesa. Era taça que não acabava mais, uma loucura! Nunca vi nada igual. Sentada entre Ricardo Farias e Euclides Penedo, respectivamente diretor e presidente da ABS-Rio, tentei seguir as dicas dos craques para chegar até o final. “Vai beber ou vai cuspir o número 28?”, brincava Euclides. Como se pode imaginar foi mesmo inevitável cuspir alguns bons números.

Ao longo da degustação, comandada por Marcelo Copello, as taças começaram a se acumular sobre a mesa. Teve um momento em que não sabíamos mais qual taça era de quem, apesar do esforço em nos organizarmos. Mas quanto mais bebíamos, mais difícil ficava de se entender.

Foi quando me lembrei de um apetrecho que trouxe de uma viagem. São pequenas borrachinhas que grudam nas taças graças a uma ventosa. Cada borrachinha vem com uma cor e formato diferentes, ideal para usar em jantares com muitos convidados. No caso da degustação acho que o ideal teriam sido mesmo canetinhas tipo pilot para escrever o número de cada vinho na taça e marcar seus preferidos.

Já meus comentários sobre os vinhos vou deixar para o Enoteca, onde o jornalista Bruno Agostini gentilmente me cederá a palavra na próxima semana.

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